Biossensores que revolucionam a medicina e o dia-a-dia

A MC10, uma start-up norte-americana, está revolucionando a forma com que sensores eletrônicos estão sendo usados. Diferentemente de outras tecnologias, como a Nike FuelBand, que se conectam aos nossos corpos como acessórios, o biossensor da MC10 é diretamente aplicável na pele através de um adesivo. 

Os circuitos ultrafinos são capazes de medir diversos dados do corpo humano, como temperatura, frequência cardíaca, nível de hidratação e intensidade de impactos. Os dados são enviados para um smartphone através de uma conexão sem fio. Um dos grandes trunfos da MC10 é o preço de seu adesivo inteligente: os sensores custam de $1 a $10 dólares e saem naturalmente da pele em cerca de duas semanas, suportando calor, água e diversas intempéries. 

Esse tipo de tecnologia promete abrir novas fronteiras para a medicina, principalmente na parte de diagnósticos e tratamentos preventivos. Com o corpo sendo monitorado constantemente (e com medições cada vez mais variadas e precisas à medida em que a tecnologia evolui), problemas podem ser detectados ainda no começo e médicos podem monitorar seus pacientes em tempo real, sendo alertados cada vez que algo incomum aconteça. 

O sistema já está sendo usado em parceria com a Rebook para a produção de capacetes de futebol americano que analisam a intensidade de impactos sofridos, determinando se um jogador está ou não em condições de continuar jogando e se precisa tomar cuidado especial nas próximas jogadas. 

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A tendência é que esses computadores “vestíveis” fiquem mais flexíveis e cada vez mais discretos, adaptando-se a forma humana. Pulseiras inteligentes, “Smart Watches” e outros wearable gadgets ainda estão presos a uma forma que, apesar de confortável e miniaturizada, não é natural e não se “funde” realmente com o corpo humano. Tecnologias como o biossensor pretendem mudar esse panorama, introduzindo um nível de interação muito mais profundo entre os humanos e a tecnologia, pavimentando uma via para aparelhos inteligentes e imperceptíveis, que trabalham para melhorar a qualidade de vida sem nem ao menos percebermos que eles estão lá. 

Notando o potencial da nova tecnologia, a Google já começa a investir em adesivos inteligentes que guardam as senhas do usuário. Assim, para se conectar a serviços como o Gmail ou até mesmo desbloquear o smartphone, basta se aproximar do aparelho e ele está pronto para ser usado. A iniciativa demonstra o desejo da Google em investir em tecnologias que integrem os mundos online e offline, em um nível ainda mais profundo do que o já estabelecido hoje pelo Google Glass.

É interessante especular algumas aplicações possíveis para esse tipo de biossensor. Com o aumento de sua potência e as atividades realizadas, esses adesivos poderiam armazenar dados pessoais, como contatos, senhas de cartões de crédito e demais serviços, tornando a interação com diversos serviços mais segura e natural. Pagar contas, acessar e-mails e outros serviços tornariam-se atividades mais ágeis e fluidas, sem a necessidade de inserir senhas e sincronizar dispositivos. Se, mencionar o nível de personalização que diferentes aplicações poderiam oferecer para usuários.