5 tecnologias que marcaram em 2014

2014 foi um ano importante para a tecnologia. Vimos a expansão exponencial de tecnologias que já estavam bem estabelecidas, como o mobile, que alcançou a impressionante marca de 25% da população mundial equipada com smartphones. Vimos a consolidação de algumas promessas e o surgimento de uma série de novas tecnologias e processos que podem alterar ainda mais a sociedade, gerando novas oportunidades e novas formas de relacionamento com o mundo a nossa volta. Abaixo, separamos cinco tecnologias que marcaram 2014 e ganharão espaço em 2015:

1- Oculus Rift e Google Cardboard

O projeto de realidade virtual que começou no Kickstarter e acabou sendo comprado pelo Facebook em março por mais de 2 bilhões de dólares ganhou duas novas versões neste ano. O Oculus Rift vem sendo constantemente aprimorado e a cada novo lançamento nos impressiona com a experiência imersiva que proporciona.

Na outra ponta dos aparelhos de realidade virtual vem o Google Cardboard. O projeto começou como uma brincadeira com o próprio Oculus Rift. Feito de papelão, a caixinha é acoplada ao celular e possibilita a exploração de um ambiente digital da mesma forma que o Rift, só que sem a necessidade de fios e computadores. Contudo, a brincadeira ficou séria e já ganhou uma seção na Play Store para os aplicativos exclusivos para o Cardboard, que já incluem shows do Paul McCartney, montanhas-russas e tour virtuais por locais interessantes, como Londres e o set de “O Hobbit”. A vantagem do Cardboard é a utilização do smartphone do próprio usuário.

As duas iniciativas abrem as portas para uma série de ações que podem oferecer um novo grau de liberdade e exploração digital. Bons exemplos são os usos no setor imobiliário, para apartamentos decorados virtuais e no entretenimento, com novas possibilidades para jogos de videogame e streaming de eventos como shows e partidas de esportes.

Mais sobre realidade Virtual: Você sabe o que é o Google Cardboard?

2- Mobile Payment

O pagamento mobile é uma tecnologia que já está circulando há algum tempo. A maioria dos devices utiliza o mesmo procedimento através do NFC, uma forma de transmissão de dados de curta distância e segura. Mas foi após a introdução do Apple Pay que realmente começou a sacudir a indústria. Assim como o iPod, o segredo do sucesso do sistema da Apple foi criar um ambiente no qual ele possa prosperar. No momento em que foi lançado, o Apple Pay já possuía integração com os principais bancos e cadeias de varejo dos Estados Unidos, garantindo que o mobile payment teria uma utilidade prática logo que fosse introduzido. Hoje, menos de quatro meses após o seu lançamento, o sistema já mostra resultados muito animadores: possui integração com os operadores de crédito que são responsáveis por mais de 90% do volume de compras no crédito nos Estados Unidos. O McDonald’s anunciou que em novembro, mais da metade das suas vendas pagas com o mobile foram feitas através do Apple Pay. O Whole Foods, cadeia de supermercados orgânicos, já revelou que mais de 150.000 transações já foram feitas com o sistema.

A tendência é de expansão global a medida em que mais varejistas e bancos utilizem o Apple Pay. No Brasil já é possível utilizá-lo, como mostrou Breno Masi, sócio da Onoffre e primeira pessoa a realizar uma compra com o Apple Pay por aqui. Além disso, a plataforma de pagamentos da Apple também será utilizada no Apple Watch, o que nos leva ao nosso próximo tópico.

Mais sobre Mobile Payment na Onoffre: Pagamento mobile: como e quando?

3- Apple Watch

2014 foi um ano de altos e baixos para os wearable devices. Se ainda não vimos a versão final do Google Glass, ganhamos um produto interessantíssimo e que já possui um período de lançamento: o Apple Watch está marcado para aparecer a partir de março de 2015.

Os relógios inteligentes compõem a segunda categoria de wearables mais extensa, perdendo apenas para as pulseiras de fitness. Alguns já falharam, como o Samsung Gear, outros estão tendo uma boa aceitação, como o Motorola 360. Mas a aposta é que o Apple Watch irá conduzir o mercado de wearables devido à força de adoção dos iProducts e por já possuir uma série de características que tornam o seu uso mais fácil e diário, como o Apple Pay e uma série de integrações com o iPhone, como mensagens, câmera, ligações, iPod e um sistema operacional dedicado totalmente ao device, que possui um botão multiuso como principal ponto de controle. Além disso, o relógio leva a sério o aspecto do design, com duas opções de tamanho e três edições diferentes, acabamentos variados e pulseiras trocáveis. Até esse ano, vimos diversas tentativas com wearables devices, mas agora possuímos um produto com grandes chances de testar essa indústria e lançar as bases para a próxima geração de aparelhos. Os relógios inteligentes podem ser a primeira peça de hardware que estará naturalmente equipada nos seres humanos, constituindo mais uma evolução em nosso contato com o mundo digital e abrindo uma série de novas oportunidades.

Mais sobre o assunto: O que está faltando para os Smart Watches decolarem?iPhones novos e o primeiro relógio inteligente da Apple

4- Home automation

Se estamos incessantemente procurando uma forma mais natural de nos integrarmos com peças de software através dos wearable devices, não é de se admirar que busquemos conectar o lugar no qual moramos. Há pouco mais de dois anos, automação residencial era sinônimo de centrais que deveriam ser instaladas nas paredes para controlar janelas, luzes e portas. Mas esse é um processo trabalhoso e que envolve um grande comprometimento arquitetônico e estrutural. A nova home automation é muito mais ubíqua, livre e fácil de ser introduzida. Na maioria dos casos, necessita apenas de conexão com a internet. Luzes, portas, janelas, sistemas de entretenimento podem ser facilmente controlados através do smartphone com produtos elegantes e simples, como a August Lock, Piper e Philips Hue.

A introdução de sensores e conexão com a internet em objetos do dia-a-dia abrem novas possibilidades na forma com que ocupamos e interagimos com nosso espaço. Além disso, estamos vendo o surgimento de uma rede inteligente de objetos, que conversam entre si e reagem baseados em nossos perfis e diferentes estímulos. É o que a Revista Wired chama de “Programmable World”, sinônimo para a Internet das Coisas. E ela já está crescendo de forma exponencial: em 2014 foram mais de 14 bilhões de objetos conectados. Em 2020 serão mais de 50 bilhões, com as possibilidades crescendo junto com a rede de objetos conectados.

Mais sobre Home Automation: Google Nest e Apple HomeKit: as oportunidades da Internet of Things

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5- iBeacons

Falando em conexão, em 2014 obtivemos os primeiros resultados da aplicação dos beacons, uma tecnologia de bluetooth smart baseada em microlocalização e que muda completamente as interações do usuário com o que está a sua volta. Capitaneados pelos iBeacons (sistema da Apple), diversas lojas de varejo aplicaram a microlocalização para oferecer aos seus clientes interações altamente personalizadas através de aplicativos para smartphones. Com eles, pode-se disparar ações baseadas na localização do cliente dentro da loja com precisão de centímetros, criando impactos que realmente fazem sentido para quem está usando o aplicativo. Por exemplo: ao se aproximar de determinado produto em uma loja, o cliente pode receber mais informações e descontos sobre ele. Ao se movimentar em direção a outro produto, o aplicativo muda sua interação. Segundo a empresa de mobile shopping InMarket, os seus clientes que adotaram iBeacons em suas lojas viram a interação com seus produtos aumentar 19x, o uso de aplicativos da marca aumentar em 17x e usuários 6.4x mais dispostos a manter o aplicativo da marca no telefone. É uma tecnologia que já mostra resultados animadores para as marcas. Em 2015, esperamos vê-los sendo usados não apenas em lojas, mas em diversos espaços públicos, como aeroportos, praças e etc.

Mais sobre iBeacons no site da Onoffre:

Novo marketing com microlocalização

Bluetooth Smart: novas possibilidades com smartphones

Vimos que em 2014 foi um ótimo ano para as tecnologias que ajudam a quebrar as fronteiras entre os mundos online e offline. Tecnologias que promovem a Online & Offline Revolution e que estão criando novas oportunidades, derrubando paradigmas e criando tantos outros. E tudo mostra que 2015 será um excelente ano para essas tecnologias, que podem trazer resultados excelentes para as empresas e negócios que se prepararem para essa inevitável Revolução.