A era dos PCs está chegando ao fim

As consultorias Gartner e IDC mostraram no começo dessa semana números alarmantes para a indústria de computadores do mundo todo. Segundo os relatórios, a venda de computadores e notebooks caiu entre 9.5% a 11.8%. A única empresa a demonstrar crescimento anual foi a Apple, com aumento de 16,1%. Mas dentro dos Estados Unidos, o principal mercado consumidor de tecnologia do mundo, até mesmo a empresa de Cupertino está enfrentando um declínio de 2.5%. Os indicativos parecem confirmar que o reinado dos computadores de mesa está chegando ao fim. Segundo a Gartner, o declínio aconteceu pela valorização do Dólar fora dos Estados Unidos e pela falta de um lançamento para estimular a troca. Além disso, os lojistas estão esperando pelo lançamento do próximo sistema operacional da Microsoft, o Windows 10, para comprarem novos estoques.

Mas ainda que esses motivos expliquem o declínio no último ano, a indústria de computadores está passando por um decaimento geral, em um movimento é conhecido como “A Era Pós-PC”. O termo ganhou força após a entrevista de Steve Jobs na conferência D8, em 2010, na qual o então CEO da Apple estimou que existiria um device que substituiria o PC no futuro e que este último seria um produto de nicho, usado somente por algumas pessoas, como caminhões. Desde então, tem se especulado muito sobre qual seria a tecnologia que iria encerrar o domínio dos computadores de uma vez por todas.

Por algum tempo, pensara-se que essa tecnologia seria a dos tablets. Capitaneados pelo iPad, os tablets tiveram um crescimento explosivo por permitirem uma mobilidade inédita em um aparelho com recursos e possibilidades mais avançadas do que um Smartphone. Mas até mesmo a venda dos tablets está em declínio.

A Onoffre acredita que não basta uma tecnologia para explicar a queda da participação dos computadores na vida das pessoas, mas sim uma conjuntura de fatores. Estamos presenciando uma mudança profunda no relacionamento com a tecnologia. O advento e a normalização do mobile, a expansão do acesso a internet e uma série de novas tecnologias, tais como Realidade Virtual, Big Data e Inteligência Artificial estão tornando a tecnologia mais ubíqua em nossa rotina. Não enxergamos mais a separação entre os mundos online & offline. O computador de mesa, nesse sentido, é um dos grandes marcos dessa separação. Para usá-lo, é necessário estar sentado, parado, com uma conexão fixa à internet. Tanto que antigamente costumávamos dizer “vou entrar na internet” como um sinônimo de uso do computador.

O futuro está se desenhando com tecnologias baseadas na nuvem e aplicações que são ativadas via internet, reduzindo ainda mais o espaço que hoje é ocupado por sistemas de armazenamento locais, como HDs. O crescimento exponencial da Internet das Coisas é mais um indicativo de um futuro em que tudo estará conectado e conversando entre si.

Toda essa mudança será mais suave para os usuários comuns, que irão se adaptar às novas tecnologias gradualmente e com mais naturalidade. Para os negócios, contudo, a extinção dos computadores e a retração de toda uma indústria irá obrigar a revisão de modelos de negócios, produtos e serviços. E, como tudo no mundo da tecnologia, as mudanças serão cada vez mais rápidas e drásticas a medida em que o tempo passa. Empresas que não estão se preparando para essa nova fase correrão o sério risco de serem extintas, enquanto outras poderão ter sérios lucros aproveitando as novas oportunidades que virão. Um bom exemplo é a Intel, que viu seus lucros diminuírem em mais de um bilhão de dólares em apenas alguns meses, e o Google, que hoje gasta mais do que a Intel em infra-estrutura de rede e serviços e tem o dobro do valor de mercado.

Você e sua empresa já sabem como criar estratégias para se adequar a era Pós-PC? A Onoffre pode ajudar. Entre em contato conosco e venha tomar um café!