Como a Internet das Coisas pretende reinventar o varejo

Dentro do grande universo da Internet das Coisas, não faltam oportunidades para o varejo. Esse conjunto de tecnologias surge como uma ferramenta para otimizar processos e, também, oferecer diferentes experiências para os clientes. A Internet das Coisas pode trazer agilidade, automação, redução de custo e melhoria de processos.

Até pouco tempo atrás, o desafio ao organizar um novo ponto de venda se resumia a criar um espaço bonito e moderno, que atraísse os clientes pela decoração criativa ou até pelo aroma. A atenção era voltada principalmente aos quesitos estéticos. As lojas atuais e, principalmente, as do futuro não podem se limitar a isso. As novas fronteiras vão além da tecnologia e do simples digital, que costumam ser os primeiros temas que vêm à mente dos profissionais quando pensam nos ambientes dos próximos anos. É preciso pensar de modo integrado para conseguir interagir com o cliente de maneira personalizada, através de interações multimídia de grande impacto.

No varejo físico a Internet das Coisas surge como uma oportunidade de concorrer com as experiências personalizadas de serviços oferecidas no comércio eletrônico. Ao aplica-la, lojas podem estreitar o relacionamento com o cliente trazendo a mesma sensação que ele tem quando realiza uma compra online. O cliente pode, por exemplo, ao entrar em uma loja, receber automaticamente no smartphone conectado ao wi-fi local, uma mensagem personalizada de boas vindas do próprio estabelecimento. A loja pode criar um atendimento diversificado, enviando promoções e várias informações que possam ajudar o cliente na escolha dos produtos.

Ainda é possível tirar proveito de outras soluções oferecidas pela Internet das Coisas, como monitorar o tempo de permanência do cliente na loja, as gôndolas visitadas, quantas vezes ele retorna a loja etc. O consumidor passa a ter recursos de compra online dentro da loja física.

Outro exemplo pode ser a implementação de câmeras de reconhecimento facial. O consumidor entra na loja, olha para uma gôndola virtual adaptada em uma TV e a câmera reconhece se é homem ou mulher. Assim, o display é trocado, sugerindo produtos baseados no gênero da pessoa. Uma demais solução pode ser utilizada como facilidade para a prova de roupas. Um espelho virtual onde o utilizador experimenta os itens sem precisar colocar e tirar as peças no corpo, utilizando apenas recursos digitais. Uma interatividade que torna a compra mais prática e divertida.

A Internet das Coisas pode ser vista como uma enorme onda de novas alternativas. Com ela, pessoas, locais e objetos estarão conectados à internet, trocando informações automaticamente, o que deve transformar o modo como ambientes são monitorados e têm seus dados coletados. Com isso, aliás, muitos dados de compras serão reunidos e processados em tempo real. Dados que podem ser considerados os bens mais valiosos para qualquer negócio. Afinal, quem tem acesso a informações sobre como, onde e por que seus produtos estão sendo comprados pode direcionar melhor seus esforços para determinados clientes.

Segundo o Instituto Gartner, uma das mais respeitadas empresas de pesquisa de mercado do mundo, 26 bilhões de “coisas” conectadas na web estarão em uso até 2020. E os varejistas que se prepararem para esse impacto inevitável na forma em que eles administram seus negócios, já largam na frente.