O grande momentum da Realidade Virtual

O início das vendas da versão para consumidor final do Oculus Rift, a movimentação de outras empresas como Samsung, HTC e Google, e o clima de confiança da indústria demonstram grandes esperanças de que, depois de anos sendo aperfeiçoada, a realidade virtual finalmente ganhará o mundo em 2016. 

A compreensão de realidade virtual não é algo relativamente novo. Desde o século passado já se viam tentativas de emergirmos nossas consciências em ambientes simulados. O termo “realidade virtual” foi popularizado na década de 1980, mas as tentativas frustradas de levar o novo tipo de imersão ao grande público se deram por conta de as tecnologias da época não conseguirem entregar o mínimo verossimilhança que um usuário espera ao entrar em contato com essa nova forma de interação.

Realidade virtual em 1980.

Hoje, apesar de poucas pessoas terem experimentado, é difícil encontrar alguém que não tenha pelo menos uma vaga ideia do que trata essa tecnologia. Isso porque, a partir da compra dos óculos de realidade virtual da Oculus pelo Facebook por US$ 2 bilhões em 2014, a tecnologia voltou a ser uma das principais pautas de empresas que ditam e popularizam novas tecnologias no mundo inteiro.

Mas, de onde vem essa força e o que essas corporações estão fazendo para massificar a realidade virtual a fim de torna-la a próxima grande inovação a atingir o grande público, depois dos smartphones?

Muito se deve aos esforços de Mark Zuckerberg. O CEO do Facebook vem realizando investimentos pesados nesse mercado. Além da compra o Rift, Zuckerberg confirmou no Mobile World Congress deste ano, uma parceria com a Samsung e aproveitou para anunciar que a sua empresa, agora conta com um time focado exclusivamente no desenvolvimento de tecnologias de realidade virtual para o ambiente social, o que significa que em um futuro não tão distante, será possível postar, conversar, curtir e aproveitar dos conteúdos que as redes sociais tem a oferecer, tudo através da realidade virtual.

Outra gigante da tecnologia a LG, aproveitou o embalo do lançamento de seu novo smartphone modular LG G5 para apresentar uma série de acessórios que complementarão a utilização do aparelho. Um deles é o LG 360 VR, um óculos de realidade virtual mais leve e funcional do que os “tradicionais" Rift e HTC Vive.

Há mérito também do Google e em iniciativas parecidas. Com o baixo custo de seus Cardboards, eles tentam chegar ao mainstream pela ponta oposta à da Oculus e dos devices mais elaborados. Lança-se um produto mais simples e com menos precisão nos detalhes, mas acessível, com a possibilidade de melhorar a qualidade algum tempo depois.

Em 2015, O famoso jornal The New York Times distribuiu mais de 1 milhão de Cardboards gratuitamente aos seus assinantes e está produzindo reportagens em 360º. Na semana passada, o McDonald's lançou embalagens de McLanche Feliz que se transformam em Cardboards. Iniciativas como essas ajudam a projetar a tecnologia e a nos levar mais rapidamente àquele estágio de “querer” consumi-la.

Por todas essas questões, é importante o avanço e o investimento que a realidade virtual presenciou nos últimos anos e o que ainda irá conquistar. Nesse e nos próximos anos, veremos uma grande quantidade de capacetes e conteúdos de realidade virtual. Hoje, o que ainda pode gerar incertezas mas já nos permite jogar, fazer visitas guiadas por ambientes, realizar treinamentos militares, programar testes psicológicos e uma ampla gama de outras aplicações que se beneficiam do estar presente sem estar de fato fisicamente em local, pode estar cada vez mais próximo de se tornar uma das maiores revoluções online e offline na vida das pessoas.

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